|
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), encerrou o seu 19º Congresso hoje (16), no Guarujá (SP), que reuniu nos três últimos dias mais de 1.500 empresários de todo o País. Na pauta do evento, temas técnicos diretamente ligados ao setor, como Câmaras de Arbitragem, Projeto Empreender e SCPC, entre outros. Mas as questões políticas que envolvem não apenas o empresariado, mas toda a sociedade brasileira, também estiveram presentes nos encontros que ocorreram, durante o evento, entre os presidentes das 27 federações que compõem a entidade.
José Paulo Dornelles Cairoli, presidente da CACB, e que assumiu o cargo no primeiro dia do Congresso, diz que seu principal desafio é promover a inserção da CACB no cenário nacional como entidade política. “Não somos chapa branca e nem contra o Governo, mas vamos lutar para sermos ouvidos sempre que estiverem em jogo questões vitais seja para nosso setor, seja para o País.”
Cairoli lembra a força da CACB, a entidade com maior representatividade territorial no Brasil, composta por 27 federações, mais de 2.300 associações e dois milhões de empresários, e elenca as prioridades de sua gestão: “Temos que lutar pelas reformas tributária e trabalhista. Não estamos falando de redução de impostos inicialmente, mas da simplificação da legislação”.
A burocratização do serviço público, que retarda, desestimula e até mesmo aborta negócios que gerariam riquezas, empregos e oportunidade para os brasileiros, é outra discussão que fará parte das bandeiras da CACB. “O Estado deve colocar a sua burocracia e as suas estruturas a serviço da sociedade e não servir-se da sociedade para alimentar os privilégios de sua burocracia”, enfatiza Cairoli.
O presidente da CACB lembrou que “o Relatório de Competitividade do Banco Mundial de 2009 mostrou que são necessárias 2.600 horas por ano para uma empresa brasileira acertar suas contas com o fisco, tendo que enfrentar 16 procedimentos burocráticos para abrir um negócio. Isto mostra a necessidade da desburocratização do Estado”.
A desoneração da atividade produtiva foi apontada pela CACB como a mais importante bandeira da entidade, que propõe ao Estado reduzir a arrecadação no primeiro momento e recuperar com folga em seguida. O modelo já foi aplicado pelo Governo Federal no caso da redução do IPI sobre automóveis e alguns itens da linha branca, como medida para conter os efeitos da crise econômica, e demonstrou que desonerar a produção gera desenvolvimento, empregos e renda.
A CACB também quer discutir a PEC 231/95, que propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Segundo a entidade, esta medida irá onerar imediatamente em 10% a folha de pagamento e poderá representar aumento do desemprego.
Para finalizar, o presidente da CACB aponta outro ponto que fará parte de sua gestão: “O combate à pirataria e ao contrabando, que desvirtuam o verdadeiro conceito da livre concorrência, ferem a dignidade das pessoas e eliminam empregos”.
No final do Congresso da CACB, os presidentes das federações estaduais também fizeram questão de ressaltar a atuação dos governos FHC e Lula. Para eles, ambos fizeram mudanças políticas e sociais importantes e que representaram avanços para o País, mas nenhum dos dois produziu as reformas tão esperadas e necessárias para elevar o grau de competitividade da nossa economia, gerando mais renda e emprego.
Para iniciar o caminho de inserção da CACB no cenário político brasileiro, dando conhecimento das bandeiras da entidade à classe política e à sociedade, os presidentes das federações estaduais do comércio, juntamente com o presidente da CACB, se reunirão com o presidente Lula no mês de novembro, começando uma provável jornada de discussões.
Release:
Activa Comunicação
Fatima Capucci / Thais Murbach
(11) 3068 0042 / 7865 0424
|