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Como transformar seu negócio em um comércio sustentável

Data: 18/09/2019

Falar em sustentabilidade normalmente nos faz pensar em ações que buscam preservar a natureza, produzir menos poluição e gerar menos desperdício - ações que podem ser reproduzidas por qualquer ser humano. Mas, quando tentamos associar o assunto ao mundo empresarial, a coisa muda de figura. Poucas empresas se mostram preocupadas com o assunto. 

Nas palavras de Jesus Rodriguez, head latam de responsabilidade social da Subway, o descarte de materiais como o plástico é um problema global e as grandes empresas precisam buscar soluções para ele. “Em países como o Brasil, em que a infraestrutura para fazer a reciclagem destes materiais está sobrecarregada, é ainda mais preocupante”.

Em apenas três meses da campanha, ao compararmos com maio de 2019, reduzimos o uso de canudos de plástico em mais de 20% e o de tampas de plástico em 14%. Isso representa uma média mensal de quase um milhão de canudos e quase 250 mil tampas que não estão mais em circulação na América Latina. Alinhando esses canudos e tampas lado a lado, seria possível cobrir uma área de aproximadamente 325 quilômetros quadrados a cada mês.

RODRIGUEZ EXPLICA COMO A MARCA PRETENDE
REDUZIR 50% DO PLÁSTICO CONSUMIDO EM TODA A REDE

PRODUTORES LOCAIS

Na opinião de Rodriguez, trabalhar de forma mais sustentável também passa por eliminar os intermediários e priorizar agricultores locais, ajudando a melhorar o rendimento e qualidade dos produtos.

Ele explica que quando o fornecedor passa a ter um comprador regular e de confiança, os estabelecimentos elevam os padrões de qualidade da marca e têm rastreabilidade aprimorada de suas matérias-primas e, por consequência, produtos mais frescos na loja.

“Como o agricultor está ganhando mais dinheiro, melhora a sua qualidade de vida, a da sua família e a economia das comunidades vizinhas - benefícios enormes para todos os envolvidos”, diz.

MENOS PLÁSTICOS

Neste ano, a Campanha Não Salvem os Canudos se comprometeu em reduzir em 50% o uso de canudos e tampas plásticas de uso único até o fim de 2020 em todos os restaurantes da América Latina.

Na Costa Rica, por exemplo, Rodriguez diz que a meta foi alcançada entre 2017 a 2018. No último levantamento, feito no meio de 2019, este número subiu para 70%.

“Esta é uma grande prova de que poderemos fazer o mesmo no resto do mundo”.

De acordo com o executivo, é possível chegar a esse resultado de duas maneiras: a primeira é sensibilizar através da comunicação nos pontos de venda e mídia digitais e sociais. A segunda é retirando tampas e canudos do alcance dos consumidores e tornando-os disponível apenas mediante solicitação.

ESTENDA ISSO PARA O DIA A DIA DO CONSUMIDOR

Outra sugestão de Rodriguez é fazer da campanha um convite para que os clientes reduzam o plástico em suas próprias vidas e se tornem parte da solução, como, por exemplo, não usar materiais plásticos na próxima visita ao estabelecimento.

“Também convidamos os consumidores a se envolverem na limpeza de praias e outros esforços de conservação em suas comunidades locais”.

SEJA REALISTA

O engajamento das empresas com práticas mais sustentáveis é muito valioso e importante para as marcas. No entanto, Rodriguez esclarece que é preciso ser honesto sobre o que de fato pode ser feito.

No caso da Subway, por exemplo, ele diz que será muito difícil eliminar 100% do plástico de toda a operação. Além disso, o plástico que a empresa se compromete a reduzir é aquele que não interfere na qualidade e na segurança dos produtos – em alguns processos ainda é inviável eliminá-lo por completo sem colocar em risco a segurança alimentar dos nossos consumidores.

TRANSMITA O POSICIONAMENTO DA MARCA

Seja para franqueados ou funcionários, o engajamento com a questão ambiental tem que ser geral. Rodriguez diz que a resistência de alguns reflete a falta de entendimento do impacto desse comportamento no negócio.

“A chave para transmitir essa mensagem é mostrar o impacto real que isto traz para os negócios e que esta é uma relação de ganha-ganha. E isso tem que ficar claro para a equipe, o gerente da loja , o artista de sanduíche e o franqueado”, diz.

 


FONTE: Diario do Comercio

POR: Mariana Missiaggia 



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